Cruzando fronteiras

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Agência missionária recruta voluntários para missões transculturais

WILLIAN SILVESTRE

Em cinco anos, a AFM no Brasil já capacitou e enviou mais de 30 missionários para a chamada Janela 10/40

Alcançar os não alcançados. Há cinco anos esse lema faz parte da história de muitos sul-americanos que decidiram dedicar-se ao serviço voluntário. Situada no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP), a Adventist Frontier Missions Brasil (AFM) viabiliza o envio de missionários a países que nunca ouviram falar de Jesus, locais em que a pregação muitas vezes é proibida. “Nesses territórios, os recursos não são abundantes e o número de missionários é pequeno, mas é imensa a quantidade de pessoas que jamais conheceram a graça”, conta Giovane Cardoso, que foi missionário em 2020 no Sudeste Asiático.

Com o objetivo de apoiar a igreja na pregação do evangelho,
a AFM nasceu em 1984 com um grupo de jovens que queria aprender mais sobre missão nos Estados Unidos. A agência cresceu e, em 2012, nasceu o sonho de abrir um escritório da AFM na América do Sul. As negociações com a sede da denominação no subcontinente foram intermediadas pelo presidente mundial da Adventist Frontier Missions, pastor Conrad Vine.

Depois de um longo processo, no dia 17 de fevereiro de 2016, a AFM Brasil finalmente foi fundada. Desde essa data a AFM Brasil vem trabalhando para que cada vez mais pessoas conheçam esse ministério e se tornem missionárias, seja através da doação, intercessão ou ida ao campo de trabalho.

Durante os últimos cinco anos, mais de 30 sul-americanos decidiram encarar o desafio de ir e deixar de lado sua zona de conforto – seja por um ano, três ou até mesmo o resto da vida – para levar a mensagem de salvação aos que ainda não a conhecem.

Além dos mais de 30 projetos estruturados pela AFM ao redor do mundo, a instituição investe cada vez mais no preparo intensivo de seus missionários. Isso porque, quando um candidato ingressa na AFM, ele passa por um longo processo de acompanhamento e formação missional teórica e prática, visando capacitá-lo integralmente para o serviço voluntário intercultural. Para isso, a AFM conta com os departamentos de recrutamento, desenvolvimento, comunicação e administração.

Porém, a despeito do crescimento obtido, ainda há muito a ser feito. Ao celebrar cinco anos na América do Sul, a AFM sonha com os próximos avanços. “Nosso sonho é completar todos os chamados que temos em aberto, criar mais projetos e enviar mais missionários latino-americanos ao campo”, expressa o pastor Diogo Santos, que serviu na Mongólia e recentemente assumiu a presidência da AFM Brasil.

A crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19 trouxe grandes desafios para o ingresso de novos missionários. Apesar disso, o alvo da agência no Brasil é preparar ao menos 20 novos missionários e enviá-los para missões estrangeiras até o próximo ano.

Para participar de uma missão transcultural é necessário ter disposição, desapego e vontade de superar desafios. E a AFM Brasil está em busca de pessoas com esse perfil. Aliás, o escritório iniciará o processo seletivo neste mês. Os critérios são os seguintes: os candidatos devem ter mais de 18 anos e disponibilidade para permanecer pelo menos um ano em outro país. Não é necessário ter concluído uma graduação. Neste ano, o processo de inscrição acontecerá on-line, por meio do site afmbrasil.org.

WILLIAN SILVESTRE, pastor e jornalista, atua como coordenador de recrutamento no escritório da Adventist Frontier Missions no Brasil

(Matéria publicada na Revista Adventista de abril de 2021)

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