Drama materno

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A comovente história de uma mãe separada do filho por causa da sua fé

Nerivan Silva

A história dá testemunho de mães que se dispuseram a fazer qualquer sacrifício para que os filhos tivessem uma boa formação, principalmente no aspecto espiritual. Entretanto, nem sempre foi fácil alcançar esse objetivo. Muitas mães enfrentaram forte oposição para realizar seus propósitos.

Em 1975, na Ucrânia, parte da antiga União Soviética, uma jovem mulher fazia todos os esforços para que seu único filho, de 9 anos, recebesse uma formação cristã. Essa senhora, além de ser viúva, também não tinha o companheirismo de seus parentes, que moravam em outra região. A educação que ela procurava dar a seu filho era completamente contrária ao regime político do país. E foi a partir de então que teve início uma dramática história envolvendo períodos de saudade, amargura e sofrimentos, mas também de solidariedade e companheirismo em uma comunidade cristã.

O governo soviético acusou essa mãe de proibir o filho de participar da vida comunitária e da escola, forçando-o a tomar parte em diversos rituais religiosos, além de incutir nele ideias anticientíficas e pervertidas com respeito à vida e ao ambiente que o cercava. Os oficiais do governo alegavam que a criança tinha a mente controlada pelas ideias da mãe. Por isso, era calada, reservada, amedrontada e, muitas vezes, se recusava a falar. Com base nessas acusações, as autoridades soviéticas decidiram que Andrey Ivanchenko não deveria continuar na companhia da mãe.

Por um lado, Maria enfrentou o peso do comunismo soviético, confrontando-a sobre a educação do filho; por outro, ela sentiu o consolo de Deus, que a levou a confiar em Sua providência em favor dos que O buscam e em Sua soberania sobre os regimes políticos terrestres.

A Cruz de Maria (CPB, 2020, 104 p.) é um livro que mostra que a providência de Deus não tarda nem falha, mas sempre age no tempo certo. Vale a pena conhecer essa experiência de fé, coragem, esperança, sofrimento e amor.

TRECHO

“É um risco permitir que Andrey Ivanchenko seja criado por sua mãe e, em virtude disto, deve ser tirado dela, para o seu bem […]. Ficou decidido que Andrey Vladimirovich Ivanchenko, nascido em 13 de novembro de 1966, seja tomado de Maria Vasilevna Ivanchenko, sem despojá-la de seus direitos parentais, e que seja colocado sob os cuidados das autoridades da juventude” (p. 9 e 10).

NERIVAN SILVA, pastor e jornalista, é editor de livros e revistas na CPB

(Resenha publicada na seção Estante da edição de fevereiro de 2021 da Revista Adventista)

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