O poder da resiliência

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O maior benefício de se praticar a resiliência é que ela nos enche de esperança. Créditos da imagem: Fotolia
Cidade de São Paulo. Eu estava me preparando para uma reunião a sós com meu gestor. O tema não poderia ser mais apreensivo: a temida avaliação de desempenho. Eu havia cumprido as metas estabelecidas. Porém, as avaliações via intranet, feitas anonimamente, cujos resultados eram enviados a ele, poderiam representar uma surpresa.

Discutimos os pontos de cada projeto proposto e realizado, apresentando com detalhes os motivos dos avanços (ou não) de cada um deles. No fim, do ponto de vista comportamental, ele se resumiu a me dizer: “Você é uma pessoa resiliente!” Então pegou suas coisas e saiu. Resiliente? Liguei o computador e acessei o Google para descobrir o significado da palavra misteriosa. Felizmente, era um elogio.

Mas, afinal, o que é resiliência, que até se tornou tema de um dos capítulos do livro missionário de 2015 (Viva com Esperança)? Resiliência é um conceito oriundo da física e se refere à propriedade que certos materiais possuem de acumular energia quando submetidos a estresse sem ocorrer uma ruptura. É como uma vara de salto em altura, que se verga até certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original, lançando o atleta para o alto. Um exemplo mais simples é o de uma esponja daquelas que utilizamos para lavar o carro. A gente a molha, amassa, dobra, mistura, esfrega, mas ela sempre retorna ao formato original.

O cientista inglês Thomas Young foi um dos primeiros a usar o termo “resiliência”. Tudo aconteceu quando estudava a relação entre a tensão e a deformação de barras metálicas em 1807. A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico.

Da psicologia para as relações de trabalho foi um pulo. O pesquisador George Souza Barbosa entende a resiliência como uma combinação de sete fatores: (1) administração das emoções (habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse); (2) controle de impulsos (capacidade de regular a intensidade dos impulsos e não ser levado pela emoção); (3) otimismo (crença de que as coisas podem mudar para melhor); (4) análise do ambiente (capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente); (5) empatia (capacidade de compreender os estados psicológicos dos outros); (6) autoeficácia (convicção de ser eficaz nas ações propostas); (7) alcançar pessoas (capacidade de se vincular aos outros, sem receios e medo do fracasso).

Barbosa defende que tais fatores, quando agrupados, propiciam a superação da adversidade relacionada ao sentido da vida no próprio resiliente e no seu próximo, e é essa aglutinação que possibilita o produto da maturidade emocional.

Existem outros fatores que influem na resiliência, mas um deles é fundamental para nós: a espiritualidade. Estudos têm mostrado que os mais espirituais tendem a ser mais resistentes também. Portanto, a resiliência não pode ser restrita ao campo da física, das relações do trabalho e da psicologia.

Para o cristão, o ingrediente básico para o sucesso é Deus. Ele faz a diferença. Criador e mantenedor de todas as coisas, Deus pode transformar o ordinário em extraordinário e um pecador em um príncipe do reino.

NEY MATSUMOTO é coordenador de projetos na área de tecnologia da informação e mora em Sorocaba (SP)

Última atualização em 16 de outubro de 2017 por Márcio Tonetti.

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