Atenção

Trajetória vitoriosa

2 minutos de leitura

Principal periódico da Igreja Adventista no Brasil, a Revista Adventista tem mais de cem anos de história

Primeira edição da Revista Adventista, de janeiro de 1906, à época com o nome de Revista Trimensal. Foto: acervo RA
Primeira edição da Revista Adventista, de janeiro de 1906, à época com o nome de Revista Trimensal. Foto: acervo RA

Quando se consulta uma lista de acontecimentos mundiais importantes, o ano de 1906 não figura entre os mais célebres. Fora um terremoto que abalou San Francisco, parece que nada de muito relevante aconteceu. Porém, para o adventismo no Brasil, isso não é verdade, pois nesse ano surgiu a revista oficial da igreja no país. A criação de um periódico é sempre reflexo de autoconsciência, idealismo, crescimento, mobilização, sonho e desejo de aglutinar idéias.

Na época, o mundo era mais calmo, as coisas pareciam mais simples, o ritmo era mais lento, mas os líderes adventistas não eram menos visionários, os irmãos não eram menos dedicados e seus ideais não eram menos nobres. Em 1906, numa época em que o mundo tinha 1,7 bilhão de pessoas, o Brasil registrava uns 20 milhões de habitantes (o censo de 1900 indicou 17,4 milhões), a cidade de São Paulo não ultrapassava 300 mil moradores, o número de adventistas no Brasil somava 1.212 e a Sociedade Internacional de Tratados no Brazil era um sonho a se materializar, a liderança concluiu sabiamente que a comunidade adventista brasileira precisava de um veículo para expressar suas ideias e realizações.

Um periódico não nasce sozinho ou do nada. É idealizado por pessoas visionárias. No caso da Revista Adventista, é difícil determinar exatamente quem teve a ideia. Mas os sobrenomes que sobressaem em suas páginas iniciais são Graf, Gregory, Hölzle, Lipke, Pages, Spies e Schwantes, entre outros. Em sua maioria absoluta, como se vê por esses exemplos, eram estrangeiros ou filhos de estrangeiros.

Revista Trimensal foi o nome de batismo da nova publicação. O nome estava errado, uma vez que deveria ser Revista Trimestral, por ser publicada de três em três meses, não três vezes por mês, mas a ideia estava certa. Em janeiro de 1908, ela passou a ser publicada mensalmente e, como era de se prever, mudou de nome para Revista Mensal. O nome atual, Revista Adventista, veio em 1931, data em que a revista passou a ser identificada na capa como “orgam official da Egreja Brasileira dos Adventistas do Septimo Dia”. A designação de “órgão oficial” continuou até  1974. No ano seguinte, tornou-se “órgão geral” da igreja.

Quase toda iniciativa pioneira tem um começo pequeno. Isso não foi diferente com a Revista Adventista. A primeira edição, em janeiro de 1906, tinha 12 páginas, em preto e branco, a maioria dedicada às Lições da Escola Sabatina –que, por sinal, nem sempre seguiam uma temática definida. Em 1908, a revista mudou a periodicidade para mensal, mas perdeu tamanho, ficando com oito páginas. O número de páginas saltou para 16 em 1918, pulou para 32 em 1931, chegou a 48 em 1977 e, a partir daí, se manteve na casa das 40, sendo 15 dedicadas a notícias. Em janeiro de 1997, ganhou cores e papel cuchê.

Veja algumas capas da Revista Adventista ao longo das últimas décadas

 

Finalmente, em 2015, veio uma reformulação total. Repaginada, a revista ganhou um novo logotipo e um projeto gráfico mais arejado e moderno; criou novas seções escritas por profissionais especializados; passou a incluir mais reportagens; ganhou um novo site, que é atualizado constantemente e abriga o acervo histórico; lançou uma versão digital, disponível para dispositivos móveis; pulou para 52 páginas. A abordagem das matérias também passou a ser mais contextualizada. O alvo era consolidar a revista como um meio de informação ágil, confiável e indispensável para o público adventista e a comunidade em geral.

Fonte: texto adaptado de Marcos De Benedicto e Michelson Borges, “Um Século de História”, Revista Adventista, janeiro de 2006

 

Última atualização em 16 de outubro de 2017 por Taffarel Toso.

Sobre Da redação

Da redação
Equipe RA

Veja Também

Drama materno

A comovente história de uma mãe separada do filho por causa da sua fé.