Ameaça vulcânica

2 minutos de leitura
Brasileiro relata qual é a situação das instituições da igreja que ficam a aproximadamente 20 km do vulcão Taal, nas Filipinas

Márcio Tonetti

Imagem feita do campus da universidade adventista das Filipinas, que fica a cerca de 20 km da cratera do vulcão Taal. Foto: Evan Oberholster

Se na Austrália o problema estão sendo os incêndios que devastaram os estados de Nova Gales do Sul e Victoria, nas Filipinas é o vulcão Taal, localizado numa região bastante povoada e frequentada por muitos turistas, que está assustando a população neste início de ano. Pelo fato de a atividade do vulcão, um dos mais ativos do país, ter atingido o nível 4, ou seja, quando a possibilidade de ele começar a expelir lava é iminente, o governo deu ordem de evacuação a todos que moram num raio de 14 km.

A medida de segurança não incluiu a região em que ficam algumas instituições adventistas, como o escritório da Divisão do Pacífico Sul-Asiático, o Centro de Evangelismo Digital da Rádio Mundial Adventista (AWR-CDE) e o Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (AIIAS). Mesmo assim, por estarem situadas a aproximadamente 20 km da cratera, essas comunidades foram bastante afetadas pelo pó fino que se espalhou, deixando muita sujeira, matando boa parte da vegetação e fragilizando a saúde dos moradores.

Devido à grande quantidade de dióxido de carbono (CO2) liberada na atmosfera e à cinza vulcânica, cuja principal substância tóxica é o dióxido de enxofre, algumas pessoas tiveram problemas respiratórios. Por conta disso, houve uma grande demanda por máscaras especiais. Diante da situação, a ADRA da Coreia do Sul doou três mil máscaras e a agência de seguros da igreja (Adventist Risk Management) sul-americana, outras trezentas, segundo Dioi Cruz, pastor brasileiro que trabalha e vive no campus da universidade adventista das Filipinas.

A cinza tóxica expelida pelo vulcão alcançou a universidade adventista das Filipinas. Professores, funcionários e alunos que permaneceram no campus se mobilizaram para fazer a limpeza do local e atender as necessidades da comunidade. Foto: Evan Oberholster

Apesar de a instituição de ensino ter sido forçada a suspender temporariamente as atividades, alguns funcionários e alunos permaneceram e se mobilizaram para realizar mutirões de limpeza na comunidade. Através da ADRA, os adventistas também ajudaram a suprir necessidades básicas das famílias desalojadas, como a falta de água potável, roupas e alimentos. “Felizmente, estamos seguros, mas em sinal de alerta. A igreja tem planos de evacuação, no caso de uma erupção”, relatou Cruz, que é diretor do programa de doutorado em Missiologia no seminário filipino.

A atuação dos adventistas diante das catástrofes que marcaram o primeiro mês de 2020 é tema de uma reportagem que preparamos para a edição de fevereiro da Revista Adventista. Vamos contar como foi a mobilização dos membros da igreja e da ADRA diante das catástrofes que atingiram desde a Indonésia até o Brasil.

SAIBA +

MÁRCIO TONETTI é editor da Revista Adventista

Última atualização em 28 de janeiro de 2020 por Márcio Tonetti.

Sobre Márcio Tonetti

Avatar
Editor associado da Revista Adventista

Veja Também

Os efeitos colaterais da cultura da pressa

A velocidade das novas tecnologias acelerou significativamente nosso ritmo de vida, mas precisamos repensar essa lógica.