O nome acima de todos os nomes

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Como um humilde personagem nascido numa encruzilhada do mundo transformou a história
Marcos De Benedicto
Jesus Cristo veio como Filho do Homem para que os filhos da humanidade possam se tornar filhos de Deus. Foto: AdobeStock

Para muitos, Natal é a estação das luzes, dos presentes e do consumo. Para outros, é a época de pensar sobre a Luz do mundo, o Presente do Céu para a Terra e a oferta de vida. Tudo começou de um jeito que não parecia promissor, mas superou as expectativas.

Ninguém sabe o dia certo de Sua chegada, porém esse detalhe não importa muito. Seu nascimento não é uma simples data histórica, mas um evento profético. O essencial é o personagem, que reorganizou a contagem do tempo, mudou o calendário e redefiniu o futuro.

Ele nasceu em uma vila obscura, num país dominado, símbolo da relativa insignificância humana e da própria dominação do planeta. Mas escreveu o nome da cidade no mapa e ofereceu liberdade para os povos. A partir de um ponto na geografia, Ele afetou o cosmos.

Não frequentou escolas convencionais, porém tornou-Se o Mestre dos mestres. Conhecendo a letra e o espírito da Torah como ninguém, falou com sotaque celestial. Ensinava para transformar vidas, e não simplesmente para transferir conhecimento. Seus vívidos aforismos e Suas metáforas criativas não eram apenas lampejos de inteligência, mas revelações da verdade eterna para mostrar o caminho da felicidade sem fim.

Ele não deixou cartas nem diários, mas Suas biografias (evangelhos) testificam da grandeza de Seus feitos e do brilho da Sua trajetória. Muitos detalhes de Sua vida se perderam nos labirintos da memória, mas os fragmentos registrados formam a silhueta de uma figura maior do que um conjunto de dados biográficos.

Temos apenas vislumbres de Seus sentimentos e de Suas emoções, mas sabemos que, por Suas falas e Seus atos, Ele reescreveu a ética e redefiniu o amor. Os milagres que realizou são sinais do poder de Deus no presente e antecipações do reino futuro. Os embates que travou com os poderes do mal representam a vitória da luz no conflito cósmico com as forças das trevas.

Dos quatro principais ofícios da religião e da sociedade de Seu povo, Ele personificou todos e não teve titularidade em nenhum. Era um sacerdote sem santuário, um profeta sem púlpito, um juiz sem corte, um rei sem trono. No entanto, Seu santuário é o templo do Céu, Sua tribuna alcança as galáxias, Sua corte efetuará o juízo final, Seu trono terá duração eterna.

Vivendo em um ambiente em ebulição, com sonhos nacionalistas, Ele lutou para estabelecer um reino que transcende território, política e ideologia. Um reino que começa no coração, mas cuja cintilância um dia encherá a Terra e se espalhará pelos espaços infindos.

Sua passagem pelo planeta foi curta, mas deixou uma marca para a eternidade. Quando foi pregado numa cruz, parecia que Seu nome cairia no esquecimento no dia seguinte. Mas esse próprio ato extremo atraiu todos os olhares. O símbolo de Sua morte se tornou o símbolo da vida, e sua influência aumenta com o tempo, até o dia em que todo joelho se dobrará diante Dele.

Para alguns, Ele era apenas um camponês carismático, um judeu marginalizado, um profeta apocalíptico. Mas, ultrapassando os rótulos, Ele era o Deus encarnado. Você pode tentar minimizá-Lo, mas isso não irá maximizá-lo.

Jesus Cristo, o personagem central da história, o nome acima de todos os nomes, mais do que um grande herói, é o Filho do Homem e o Filho de Deus. Que toda língua declare que Ele é o Senhor, para a glória de Deus Pai!

MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

(Editorial da edição de dezembro de 2018)

Última atualização em 13 de janeiro de 2019 por Márcio Tonetti.

Sobre Marcos De Benedicto

Marcos De Benedicto
Editor da Revista Adventista

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