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Crer nos profetas de Deus é garantia de êxito

Stanley Arco

Ellen White com obreiros australianos na assembleia mundial de 1909. Foto: Ellen G. White Estate

A crença de número 18 da Igreja Adventista diz: “As Escrituras revelam que um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e nós cremos que ele foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Seus escritos falam com autoridade profética e proveem consolo, orientação, instrução e correção para a igreja. Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência” (Nisto Cremos [CPB, 2018], p. 278).

Embora o pecado tenha interrompido a comunicação face a face entre o Criador e a criatura, Deus desenvolveu novas formas de comunicação. “Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas”, escreveu Amós (3:7). O profeta é um porta-voz de Deus, uma vez que “nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:21).

O dom de profecia tem um lugar destacado, contribuindo para a fundação, edificação e crescimento da igreja (Ef 2:20, 21). Satanás atacará a igreja remanescente, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”, isto é, o dom profético (Ap 12:17; ver 19:10; 22:9).

O dom de profecia se manifestou no ministério inspirado de Ellen G. White, abarcando 70 anos (1844-1915). Ela recebeu mais de duas mil visões, escreveu mais de 80 livros, 200 folhetos, 4.600 artigos, outras 60 mil páginas. Seus escritos não constituem um substituto para a Bíblia, que é nossa única regra de fé e prática (Primeiros Escritos, p. 78; O Grande Conflito, p. 9). Eles são “uma luz menor para conduzir homens e mulheres à luz maior” (O Colportor-Evangelista, p. 125).

O telescópio não adiciona estrelas ao céu, mas nos permite vê-las melhor. Ellen White não acrescenta verdades à Bíblia, mas permite que as vejamos de maneira mais clara

Em 1909, durante sua última palestra perante uma assembleia da Associação Geral, ela abriu a Bíblia, ergueu-a diante da congregação e disse: “Irmãos e irmãs, recomendo-lhes este Livro” (William A. Spicer, The Spirit of Prophecy in the Advent Movement [Review and Herald, 1937], p. 30).

Luiz Cláudio da Silva, nascido em Salvador, foi abandonado aos nove meses. Em 2015 encontrou a TV Novo Tempo, fez os estudos bíblicos e procurou uma igreja. “Fui bem recebido na Igreja Adventista do Cabula, em Salvador”, relembra.

Ele participou do II Simpósio do Espírito de Profecia. “Fiquei grato pelos ensinamentos. Em minha família, novos hábitos surgiram, como o da leitura da Bíblia e dos livros do Espírito de Profecia nas primeiras horas do dia. Passei a me alimentar de coisas que eu não conhecia até então. Já tive a oportunidade de ler os livros Caminho a CristoPatriarcas e Profetas e Vida de Jesus, o que tem fortalecido minha fé.”

“O pastor Vitelmo me fez três desafios: ser batizado, permanecer firme na fé e estar no simpósio seguinte para testemunhar. Em 11 de fevereiro de 2017, fui batizado na mesma igreja. Agora, vivo testemunhando das verdades fundamentais apresentadas na Bíblia e nos livros da mensageira do Senhor.”

O telescópio não adiciona estrelas ao céu, mas nos permite vê-las melhor. Ellen White não acrescenta verdades à Bíblia, mas permite que as vejamos de maneira mais clara. Vamos nos apropriar dessa bênção que edifica a igreja para concluir a missão, aceitando o desafio de crer no Senhor e nos Seus profetas, a fim de obter segurança e prosperidade (2Cr 20:20)? Eu vou! Vamos?

STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

(Artigo publicado na seção Bússola da edição de novembro de 2021 da Revista Adventista)

Última atualização em 18 de novembro de 2021 por Márcio Tonetti.

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Presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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