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Idealizador do Heroes fala sobre a nova versão do jogo bíblico e o uso dessa linguagem para alcançar as novas gerações

Márcio Tonetti

Foto: Adventist News Network

A indústria dos jogos eletrônicos explodiu em 2020, registrando crescimento de até 500%, e está longe de ser uma febre momentânea. Estima-se que os jogos eletrônicos façam parte da vida de mais de 3 bilhões de pessoas, o que tem levado a igreja a apoiar o desenvolvimento de projetos como o do Heroes, que foi baixado em 120 países e acumula mais de 10 milhões de minutos jogados. Nesta entrevista, o pastor Samuel Neves, idealizador da iniciativa, fala sobre a nova versão do game adventista, que vem acompanhada de estudos bíblicos e está prevista para ser lançada no contexto brasileiro nesta quinta-feira (25) pela Rede Novo Tempo de Comunicação.

Tem havido um interesse crescente por games com temáticas bíblicas?

Sem dúvida. Mensalmente, o Google registra mais de 250 mil buscas por jogos da Bíblia, sendo que o gênero mais buscado nesse segmento é o de perguntas e respostas.

Qual é a lógica por trás do Heroes: The Game?

Heroes busca despertar a curiosidade sobre os personagens e estimular o usuário a estudar a Bíblia. O jogo também é uma boa ferramenta para as pessoas manterem contato com amigos, algo fundamental especialmente nesse contexto de isolamento social. Essa interação é a ponte para criar confiança e testemunhar de Jesus. Creio que esse objetivo tem sido alcançado.

Qual é o diferencial da nova versão?

O que posso adiantar é que o Heroes 2 traz novos personagens em 3D, novas perguntas, novos efeitos, nova jogabilidade e, o mais legal, nessa versão será possível enviar o link para desafiar outras pessoas a responder às mesmas perguntas que você respondeu. Além disso, em breve teremos uma atualização que permitirá realizar campeonatos entre amigos, Clubes de Desbravadores, grupos de jovens, etc.

Agora o Heroes também inclui estudos bíblicos. Como vai funcionar?

Paralelamente, será lançada uma série de estudos bíblicos intitulada “As Grandes Questões”. Os mesmos heróis do jogo respondem, com base em suas experiências relatadas na Bíblia, perguntas frequentes e complexas como “o que acontece quando morremos?”, “Deus é real?” e “se Deus é bom, por que sofremos?”.

Desde que foi lançada a primeira versão do jogo, em 2013, como a igreja tem utilizado essa linguagem? Houve alguma resistência no início?

Toda novidade está sujeita a objeções. Mas a igreja percebeu que se tratava de uma alternativa de evangelismo atual. O projeto não leva o usuário ao mundo secular de jogos. Ao contrário, é uma frente de combate à secularização e à falta de interesse no estudo da Bíblia. Por isso, o apoio veio naturalmente e o Heroes, que nasceu numa comunidade adventista de Londres (Inglaterra), se tornou um projeto oficial e global, que envolve cerca de 30 colaboradores de oito países e foi traduzido para quatro idiomas. Essa iniciativa abriu portas e inspirou muitos outros jogos com viés cristão que foram produzidos principalmente para crianças e adolescentes.

Que mensagem você deixa aos gamers adventistas?

Hoje em dia a juventude sabe mais sobre as histórias em quadrinhos do que a respeito das que estão relatadas Bíblia. Por isso, o objetivo do Heroes é agir como ferramenta de evangelismo para as novas gerações, incentivando crianças, jovens e adultos amantes de games a se familiarizarem com as fascinantes histórias bíblicas para que eles percebam que somos chamados por Deus para ser Seus heróis hoje.

VEJA +

O pré-download do Heroes 2 já está disponível na Apple Store (http://apple.co/3rYOruo) e no Google Play (http://bit.ly/37oNZ0B).

(Entrevista publicada originalmente na edição de março de 2021 da Revista Adventista)

Última atualização em 25 de março de 2021 por Márcio Tonetti.

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